18 a 20/05 – Hora Sem Trampo, futebol, política, festa e Cine Mafalda!16.05.12

Amigas e amigos,

fascismo e pixações à parte (NÃO PASSARÃO!), a Casa Mafalda não deixa de abrir suas portas.

Então, neste fim de semana estamos na atividade com Hora Sem Trampo, Recopa Alternativa, lançamento de livro, festa e Cine Mafalda. Compareça!

Sexta, 18/05 – A Hora Sem Trampo chega à sua terceira edição! Com o mesmo cardápio maravilhoso da segunda -   http://img.photobucket.com/albums/v415/mandioca/cardpiovegan.jpg – e a presença de Fernando Torrez & Seus Comparsas com o show “Desenha-me um carneiro”, blues acústico com um toque boliviano.

Falando em boliviano, continuando com o projeto Sede de Futebolna tv de baixo passaremos o jogo Bolívia 2 x 0 Brasil, de 1993, quando Etcheverry e seus cocaleros derrubaram pela primeira vez na história a seleção brasileira num jogo de eliminatórias, ou uma rara vez em que Taffarel saiu e não era dele, pra desespero do Galvão (relembre: http://www.youtube.com/watch?v=nxgB5oEDZzE).

Já na tv de cima, passaremos o filme boliviano Quién mató a la llamita blanca, de 2006, do diretor Rodrigo Bellot. Um thriller policial e, ao mesmo tempo, um road movie que cruza o país abordando temáticas muito presentes no conflitivo cotidiano boliviano: a divisão entre cambas e collas e a abundância de regionalismos e racismos. Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=12PHT9N71YU

O nosso happy hour libertário começa a funcionar às 19h. Entrada gratuita, contribuição voluntária de R$ 3,00.

Sábado, 19/05 – Em janeiro, organizamos, jogamos e ganhamos a I Copa America Alternativa, em Córdoba, Argentina. Mas não fomos os únicos: os cariocas da Pelada da Esquerdahttp://alemdotrivial.blogspot.com/2012/02/fidedigno-relato-da-pelada-da-esquerda.html - , eliminados na primeira fase, jogaram a Taça de Prata e a venceram (http://www.youtube.com/watch?v=bbwKme4Mj0I)!

Agora, é hora da I Recopa Alternativa, entre Autônomos FC x Pelada da Esquerda, às 14h, no nosso campo, o Bicudão (veja como chegar no nosso site). Uma ótima oportunidade pra quem é curioso pra saber como funciona na prática esse lance de futebol libertário.

Na sequência, às 17h, na Casa Mafaldaos dois times batem um papo, junto com o jornalista Vitor Birner, técnico do Auto, sobre futebol e política. Na sequência, Gabriel Marques, membro da Pelada, lança em terras paulistas o seu livro “Botafogo: Uma paixão além do trivial”, cujo debut em terras argentinas foi um sucesso total para os amantes do bom portunhol: http://www.youtube.com/watch?v=UYUu1YVU_mkEntrada com contribuição voluntária de R$ 3,00.

Por fim mas não menos importante, o mesmo Gabriel Marques promove um aulão de forró (VIVA A LAPA NORDESTINA!) momentos antes da festa Macacos e Crocodilos, com o melhor da música brasileira, do samba ao rock, do rock ao dançante, do blues ao psicodélico.

Os djs:

_NATAME (Samba/ MPB/ Psicodélicos)
_SEJAQUEMFLORES (Bossa Nova/ Brasilidades)
_JAMMIN’N'LUZ (Rock and Roll VS. Ritmos Calientes)
_SOUFFLE DE LA MERDA(Tropicalia/ Psicodelia/ Dancem Macacos, Dancem)

_BABIROSKA PHYNA (Bagaceiras/ Funk/ Dancem Crocodilos, Dancem)

Além da discotecagem, haverá uma intervenção na festa que será feita pelo artista Junior Ahzura, mais duas exibições de vídeo. Programão!

Começa 22h e a entrada será de R$ 5,00. Quem tiver contribuído pro debate completa mais R$ 2,00.

Domingo, 20/05 – fechamos o fim de semana com a primeira edição na casa nova do nosso Cine Mafalda. Dessa vez, com 2 sessões, as duas começando no horário – igual cinema “de verdade”.

Será a primeira parte de nossa exibição da “trilogia da globalização”, que conta com os documentários Megacities (http://www.imdb.com/title/tt0169024/), Workingman’s Death (http://www.imdb.com/title/tt0478331/) e Whore’s Glory (http://www.imdb.com/title/tt1327628/).

A primeira sessão, na sala de cima, começa 18h30 em ponto. Lotação máxima: 20,7 pessoas.

A segunda, na sala de baixo, às 19h30, pra quem chegar atrasado para a primeira. Lotação máxima: 13,2 pessoas.

A entrada? R$ 3,00, ou R$ 6,00 ganhando uma cópia do documentário.

Depois das duas sessões, teremos um debate informal sobre o filme, pra quem quiser ficar ouvindo uma música e batendo um papo, claro.

Mais informações? Quer marcar você também um evento na Casa Mafalda? emaildacasamafalda@gmail.com

Vendemos na Casa:

-água (garrafa R$ 2,00)
-muppy R$ 2,00
-salgadinho (R$ 2,00)
-cerveja (lata R$ 3,00)
-caipirinha (R$ 4,00)
-energético c/ vodka (R$ 6,00)
-H2Oh! (garrafa R$ 4,00)
-pinga (dose R$ 4,00)
-catuaba (dose R$ 4,00)
-conhaque (dose R$ 3,00)
-refri (lata R$ 3,00)
-vodka (dose R$ 3,00)
-whisky (dose R$ 10,00)

-camisas de futebol, da Casa Mafalda e do Autônomos&Autônomas FC (bazar itinerante, preços diversos)

Pagamentos APENAS EM DINHEIRO.

Esperamos que você possa comparecer pelo menos em um dos dias pra proporcionar calor humano a todos e ajudar a combater solidária e agradavelmnte o frio e o fascismo, já que uma casa sempre cheia e em movimento é a melhor arma contra covardes.

Abraços solidários!


Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FCRua Clélia, 1895, Lapa. A três quadras do terminal Lapa e da estação Lapa da linha 8 da CPTM. Telefone: (11) 8890-3500

www.autonomosfc.com.br/casamafaldahttp://mafalda.sarava.org

Se você quiser contribuir com a Casa, doe qualquer quantia na conta poupança:

Banco do Brasil
Ag. 1894-5
C/P 15943-3 variação 51
Danilo Heitor Vilarinho Cajazeira
(se precisar do CPF, escreva: emaildacasamafalda@gmail.com)


VAMO AUTO!

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Pixações neonazistas na região da Casa Mafalda15.05.12

Amigas e amigos,

na madrugada do último domingo para segunda, 14/05, a região da rua Clélia e da Casa Mafalda foi atacada com pixaçòes neonazistas.

Curiosamente (ou não, pra quem conhece a índole dessa gente), foram feitas pixações nos muros do Hospital Sorocabano e na antiga Casa Mafalda, enquanto a nova casa não sofreu ataques. Vai ver acabou o spray… ou a coragem dos vermes, com medo de ter alguém na casa.

Entre os pixos, foram cobertos stencils que continham mensagens anti-fascistas, pixos punks e os grafites da casa antiga. Além disso, num dos tapumes do muro do Hospital Sorocabano (que está desativado),onde havia um pixo “Viva a Lapa nordestina”, foi feita uma intervenção que transformou esse pixo em “Viva a Lapa paulista” / “Fora nordesrtina”, deixando bem claro para todo o bairro o que pensam esses imbecis.

A maioria dos pixos continha a Cruz Celta, um símbolo antigo apropriado pelos movimentos arianos e convertido em símbolo nazi-fascista que chama menos atenção na rua do que a suástica (leia mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_C%C3%A9ltica). As fotos dos pixos podem ser vistas aqui: http://www.flickr.com/photos/78648130@N06/

Nós, da Casa Mafalda, desde já repudiamos essas pixações e convidamos a todos a comparecer, no dia 27/05, na própria Casa Mafalda, num grande ato anti-fascista que ainda estamos organizando.

A intenção é deixar bem claro que não toleramos a presença e o comportamento desses vermes pelo bairro e mobilizar a comunidade lapeana para a questão.

Em breve maiores informações.

Fascistas, NÃO PASSARÃO!

Abraços nordestinos, nortistas, gaúchos, paulistas e de todo o mundo,

Autônomos & Autônomas FC



Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FC

Rua Clélia, 1895, Lapa. A três quadras do terminal Lapa e da estação Lapa da linha 8 da CPTM. Telefone: (11) 8890-3500

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11 e 12/05 – Fim de semana chileno na Casa Mafalda08.05.12

Amigas e amigos,

depois de dar uma voltinha pelo sul do Brasil, xs compas chilenxs do Grupo Feminista La Ruptura e do movimento libertário de lá estão de volta a São Paulo para se despedir.

Na sexta, 11/05, a segunda edição do Hora Sem Trampo, nosso happy hour libertário, contará com Luchin Roque e seu violão com zampoña, tocando música chilena e latina em geral.

Além disso, nosso cardápio será totalmente vegano a partir de agora, com mais caldos, tábua de frios sem queijo e algumas coisinhas mais… aguardem!

Outra novidade é que nosso antigo projeto Sede de Futebol agora será incorporado ao Hora Sem Trampo. Toda sexta, um jogo clássico e um filme ou dois filmes relacionados. Nesta sexta, na sala de baixo, teremos o filme “Historias de fútbol”, do diretor Andrés Wood (o mesmo do aclamado Machuca); já na sala de cima, a terceira parte da excelente trilogia “A batalha do Chile”, de Patrício Guzmán, que fala da derrubada de Allende do poder em 1973.

Quem quiser pode comprar uma cópia de cada filme por R$ 5,00!

Começa 19h, entrada gratuita. Quem puder colaborar (como sempre, sugerimos R$ 3,00), será de muito bom grado.

Já no sábado, 12/03, duas atividades interligadas.

Às 18h, um debate com xs chilenxs sobre as mobilizações estudantis dem 2011 no Chile, com exibição de alguns filmes das ações na cidade de origem deles, Concepción.

Às 22h, a Festa dos 13: Raphael Piva e Raphael Sanz, nossos dois números 13, fazem aniversário! Quem vier com uma camisa de futebol com o número 13 leva um mojito de graça. Quem vier com camiseta do Loco Abreu leva dois. Se o Zagallo aparecer ele leva um “tá ligado” porque foi lambe-saco da ditadura, Globo e CBF…

Discotecagem de Mati Pinto e Clasher, da Alianza de Música Sudaca.

De quebra, despedida dxs chilenxs. Não por acaso, “Adiós chilenos” tem 13 letras…

O debate será com contribuição voluntária de R$ 3,00. A festa terá entrada de R$ 5,00. Quem já tiver contribuído para o debate completa mais R$ 2,00.

Abraços e até sexta!


Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FC

Rua Clélia, 1895, Lapa. A três quadras do terminal Lapa e da estação Lapa da linha 8 da CPTM. Telefone: (11) 8890-3500

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Conheça a nova política de eventos da Casa Mafalda08.05.12

Amigas e amigos,

inauguramos, estamos de casa nova e, também, com uma nova política de eventos. Pedimos a todxs que percam alguns minutinhos lendo.

A Casa Mafalda antiga tinha estrutura e histórico de um local de festas e baladas. Assumimos com a intenção de ser um centro social e cultural e TAMBÉM fazer baladas mas acabamos seguindo no mesmo caminho que já estava traçado pra casa, o das baladas.

Na nova casa, depois dos 8 meses de experiência da antiga, resolvemos colocar mais em prática nossa intenção inicial. A própria estruturação e o tamanho menor dessa nova casa (estimamos que a lotação máxima seja de umas 70 pessoas, estourando 90) deixam isso bem claro. Isso não quer dizer que vamos deixar de fazer festas, apenas que estas não serão mais o principal objetivo e orientação da casa.

Pra manutenção da saúde – nossa, dos nossos vizinhos e da própria casa – estabelecemos alguns limites.

De certo, todos os meses teremos:

2 festas virando a noite. E não mais que 2. Se você quer fazer uma festa desse tipo, entre em contato pra saber as datas disponíveis. Sem bandas ao vivo, a não ser que sejam acústicas e/ou totalmente sem bateria – hip-hop, por exemplo, rola.

1 show mensal apenas, na laje, gratuito, no último fim de semana do mês. Quer tocar? Estamos fazendo uma lista de bandas interessadas, nos escreva. No resto do tempo, nosso equipamento de som está à disposição para alugar – preço a combinar.

2 sessões do Cine Mafalda por mês, aos domingos. Se você tem filmes a sugerir ou propostas pro evento, entre em contato.

Hora Sem Trampo, nosso happy hour libertário, toda sexta-feira. Quer tocar/se apresentar/apresentar algo? Só entrar em contato.

O resto da agenda, para eventos com término até meia-noite – quem quiser sempre pode ficar mais, mas sem barulho nem balada -, está em aberto. E boa parte das coisas da casa antiga será vendida em bazar em breve - temos MUITA espuma Sonex de isolamento acústico, que custa por volta de R$ 30 a placa no mercado (é este tipo aqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-231528525-placa-de-sonex-cor-grafite-_JM). Se alguém se interessar, escreva!

Mas isso não é tudo.

A casa nova tem diversos espaços. Em alguns deles temos projetos. Veja se você se interessa e/ou se encaixa neles ou se tem novas idéias:

Garagem: será nossa biblioteca e estará aberta à comunidade do bairro o máximo possível. Pretendemos oferecer grupos de estudo/reforço escolar nela, já que há muitas escolas próximas. Educadores, apresentem-se!

Piso superior: nele temos uma sala multiuso. Serve como sala escura nas festas, sala de vídeo, sala de exposições (de fotos, de grafites, de zines, de muitas coisas), sala de estudos (porque a garagem é bem barulhenta), sala de oficinas, sala de ensaio de grupos de teatro e por aí vai.

Laje: além de servir para os shows, também serve para oficinas ao ar livre, performances e apresentações voltadas pra rua e mais coisas que puderem/quiserem sugerir.

Porém, se a nossa política é nova, três coisas continuam iguaisainda somos a sede dxs Autônomos & Autônomas FC, o que significa que ainda temos a mesma forte ligação com o futebol; nossa gestão continua aberta, então é só chegar e entrar em alguma comissão pra participar, temos sempre 2 reuniões mensais mais alguma outra extraordinária caso necessário; e nossas dívidas continuam tão grandes quanto a nossa tentativa de transparência.

É em nome dela e da idéia de que a casa é para ser apropriada pelo máximo de coletivos e indivíduos parceiros possível que colocamos abaixo as dívidas principais que ainda temos. Se você quer ou pode doar, por favor, precisamos MUITO!

Aí vão:

- aluguel, todo mês, R$ 1.400,00;
- luz e água, todo mês, em torno de R$ 70,00 as duas juntas – mas pode variar;
- empréstimo bancário, todo mês, R$ 805,00, ainda por mais 13 meses;
- contas pendentes da casa antiga, por volta de R$ 4.500,00, a parcelar;

- dívidas com membros do time e da casa e familiares, por volta de R$ 15.000,00, sendo pagos conforme podemos.

Para doar, na conta POUPANÇA:

Banco do Brasil
Ag. 1894-5
C/P 15.943-3 variação 01
Danilo Heitor Vilarinho Cajazeira

(se precisar do CPF, nos escreva)

Socializar a resistência é socializar também os custos dela, alguns bem onerosos…

Outra possibilidade é você se tornar sócia/o da Casa Mafalda, doando um valor todo mês (sugerimos R$ 30,00, que é o valor da mensalidade do time) e ganhando a entrada gratuita em todos os eventos mais uma bebida a sua escolha por evento.

Essa idéia de associação não é nova e é utilizada por diversos centros sociais. Queremos no futuro acrescentar na contrapartida da sociedade um exemplar do nosso jornal, que só sairá da proposta pra entrar no papel (subvertendo a expressão) quando tivermos grana.

É isso. De resto, ainda temos as mesmas bebidas no bar – e algumas novas! – e um videogame em uma de nossas salas, que nem sempre estará lá por razões de melhor uso do espaço. Até agora ele tem sido sucesso pra alguns e estorvo para outros…

Por fim, queremos agradecer enormemente a todas e todos que colocaram cabeças, braços e mentes à disposição esse tempo todo pra nos ajudar, principalmente na reforma da casa antiga. Valeu demais mesmo por cada pixo arrancado a bombril, suor, sangue e lágrimas dos azulejos…

Dúvidas, sugestões, propostas: emaildacasamafalda@gmail.com

Abraços libertários!


Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FC

Rua Clélia, 1895, Lapa. A três quadras do terminal Lapa e da estação Lapa da linha 8 da CPTM. Telefone: (11) 8890-3500

www.autonomosfc.com.br/casamafaldahttp://mafalda.sarava.org

Se você quiser contribuir com a Casa, doe qualquer quantia na conta poupança:

Banco do Brasil
Ag. 1894-5
C/P 15943-3 variação 1
Danilo Heitor Vilarinho Cajazeira

(se precisar do CPF nos avise)

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Trinta e três07.05.12

(por Camisa#11)

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
- Respire.
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

a história é longa e começa sexta-feira, meia-noite e trinta e cinco. funciona mais ou menos assim: o cara da recepção toca no meu ramal e é bem direto, diz ‘o motorista chegou’ e aí eu vou com o carro da tv até minha casa.

GOL

era dia de festa, festa grande, festa boa. casa cheia. mas dia de jogo do autônomos funciona mais ou menos assim: o despertador começa a tocar hora e meia antes de eu sair, eu me viro na cama, toca de novo, eu levanto. no meu quarto dormiam cinco visitantes mulheres, eu entrei pra pegar o tênis, o calção. não achei o meião preto.

GOL. GOL.

sobrou uma bola no meio da quadra, eu levei pra direita, não chegou marcação, eu levei mais um pouco, lentamente, carregando, não apertaram de novo, eu levei mais um pouquinho e bati cruzado, gol, gol, porra, alguém gritou vaaaai, autônomos, eu olhei pra arquibancada e não encontrei nosso torcedor solitário, beijei o símbolo, olhei pro placar, fiz as contas e imaginei ser o gol de honra, bola no meio da quadra, beijei o símbolo.

GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL.

acordei e beijei-a. com meu quarto cheio, gente por todos os cantos e camas e até lavanderia, sobrou a ilha de edição. peguei a parte de baixo dum sofá duro – a parte de cima, o sofá de fato, digamos, já não estava mais lá – e levei pro porão. foi uma noite e tanto. ela foi embora e eu desci na república, ali foi virando consolação até eu chegar na porta da acm e o cara falar, vai pro jogo, né, autônomos?, vou, vou sim, mas como ele sabe que sou um dos… deixa.

GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL.

eu ia viajando entre o orgulhoso e o patético.

GOL. GOL.

de um lado os vinte e quatro anos escancarados num jogo de ressaca, que jamais deveria ter existido, que me fez deixá-la na cama, era isso que eu ia pensando, ia pensando se não era um dia ideal pra amarrar meus dois tênis pelos cadarços e jogar num fio ali do comecinho da augusta, entregar-me ao fim, era o fundo do poço, era muito o fundo do poço, chega, não se precisa daquilo, definitivamente não se precisa daquilo.

GOL. GOL.

de outro lado os vinte e quatro anos escancarados numa sobriedade bem resolvida, veja só, deixa eles, deixa serem felizes marcando gols a rodo e direito, jamais terão um beijo nesse A no peito que me consola, jamais serão por algum motivo qualquer reconhecidos pelo cara da recepção, jamais desceram a ladeira sorrindo rumo ao anhangabau, e duvido, duvido, que terão uma morena daquelas esperando, um emprego desses no fim do mês, uma casa cheia de amigos, deixa, vá, façam os gols, filhos da puta mortais de merda.

GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL.

na virada cultural eu sai do dub da julio prestes pra topar com alguém na ipiranga, andava a passos largos quando vi o davi, o sema, o gansinho, o renatinho, o luquera, e tudo foi voltando ao normal, fazendo sentido, um, dois, três, quatro, cinco abraços, quanto foi o jogo?, foi trinta e três, histórico!!, foi trinta e três, porra, e gargalhamos nessa sinceridade única, nessa coisa espontânea e sincera toda.

GOL.

de primeiro de maio em primeiro de maio, eu vou conhecendo as mulheres da minha vida e pautando minhas frustrações.

GOL.

logo num primeiro de maio, que nasceu essa coisa gigante, eu pensava, com saudades dela, a cada vez que buscava a bola na rede pra colocar no meio e fingir que começava tudo de novo. trinta e três vezes que pareceram uma só, enorme.

trinta e três… trinta e três… trinta e três…

Mandou chamar o médico:- Diga trinta e três.- Trinta e três… trinta e três… trinta e três…- Respire.- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.a história é longa e começa sexta-feira, meia-noite e trinta e cinco. funciona mais ou menos assim: o cara da recepção toca no meu ramal e é bem direto, diz ‘o motorista chegou’ e aí eu vou com o carro da tv até minha casa.GOLera dia de festa, festa grande, festa boa. casa cheia. mas dia de jogo do autônomos funciona mais ou menos assim: o despertador começa a tocar hora e meia antes de eu sair, eu me viro na cama, toca de novo, eu levanto. no meu quarto dormiam cinco visitantes mulheres, eu entrei pra pegar o tênis, o calção. não achei o meião preto.GOL. GOL.sobrou uma bola no meio da quadra, eu levei pra direita, não chegou marcação, eu levei mais um pouco, lentamente, carregando, não apertaram de novo, eu levei mais um pouquinho e bati cruzado, gol, gol, porra, alguém gritou vaaaai, autônomos, eu olhei pra arquibancada e não encontrei nosso torcedor solitário, beijei o símbolo, olhei pro placar, fiz as contas e imaginei ser o gol de honra, bola no meio da quadra, beijei o símbolo.GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL.acordei e beijei-a. com meu quarto cheio, gente por todos os cantos e camas e até lavanderia, sobrou a ilha de edição. peguei a parte de baixo dum sofá duro – a parte de cima, o sofá de fato, digamos, já não estava mais lá – e levei pro porão. foi uma noite e tanto. ela foi embora e eu desci na república, ali foi virando consolação até eu chegar na porta da acm e o cara falar, vai pro jogo, né, autônomos?, vou, vou sim, mas como ele sabe que sou um dos… deixa.GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL.eu ia viajando entre o orgulhoso e o patético.GOL. GOL.de um lado os vinte e quatro anos escancarados num jogo de ressaca, que jamais deveria ter existido, que me fez deixá-la na cama, era isso que eu ia pensando, ia pensando se não era um dia ideal pra amarrar meus dois tênis pelos cadarços e jogar num fio ali do comecinho da augusta, entregar-me ao fim, era o fundo do poço, era muito o fundo do poço, chega, não se precisa daquilo, definitivamente não se precisa daquilo.GOL. GOL.de outro lado os vinte e quatro anos escancarados numa sobriedade bem resolvida, veja só, deixa eles, deixa serem felizes marcando gols a rodo e direito, jamais terão um beijo nesse A no peito que me consola, jamais serão por algum motivo qualquer reconhecidos pelo cara da recepção, jamais desceram a ladeira sorrindo rumo ao anhangabau, e duvido, duvido, que terão uma morena daquelas esperando, um emprego desses no fim do mês, uma casa cheia de amigos, deixa, vá, façam os gols, filhos da puta mortais de merda.GOL. GOL. GOL. GOL. GOL. GOL.na virada cultural eu sai do dub da julio prestes pra topar com alguém na ipiranga, andava a passos largos quando vi o davi, o sema, o gansinho, o renatinho, o luquera, e tudo foi voltando ao normal, fazendo sentido, um, dois, três, quatro, cinco abraços, quanto foi o jogo?, foi trinta e três, histórico!!, foi trinta e três, porra, e gargalhamos nessa sinceridade única, nessa coisa espontânea e sincera toda.GOL.de primeiro de maio em primeiro de maio, eu vou conhecendo as mulheres da minha vida e pautando minhas frustrações.GOL.logo num primeiro de maio, que nasceu essa coisa gigante, eu pensava, com saudades dela, a cada vez que buscava a bola na rede pra colocar no meio e fingir que começava tudo de novo. trinta e três vezes que pareceram uma só, enorme.trinta e três… trinta e três… trinta e três…
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